
Comprar um carro usado é uma excelente forma de economizar. No entanto, alguns detalhes estruturais do veículo exigem atenção redobrada durante a negociação. Um deles é o chamado chassi remarcado (ou RM).
Embora nem sempre indique fraude, a remarcação do número de identificação veicular pode estar associada a um histórico delicada. Entre eles, roubo, furto ou danos estruturais graves após colisões.
Neste artigo, vamos explicar de forma clara e prática tudo o que você precisa saber. Prepare-se para entender os detalhes e aprender a se proteger.
O que é um chassi remarcado?
O chassi funciona como o “CPF” do veículo, ele é uma sequência de 17 caracteres alfanumérico gravadas em partes estruturais do carro como:
· Longarinas
· Assoalho
· Colunas da carroceria
· Compartimento do motor
· Para-brisa (em alguns modelos)
Essa combinação não é aleatória, cada seção do código revela informações sobre o fabricante, as características do motor e o número de série da unidade.
Já a remarcação ocorre quando o número original do chassi precisa ser regravado por autorização legal. Isso geralmente acontece após:
- Danos causados por acidentes graves
- Corrosão que compromete a leitura do código
- Substituição de parte da estrutura
- Recuperação de veículo após roubo ou furto
Nesse processo, o número original é regravado em local apropriado e recebe um registro oficial indicando que houve intervenção.
Quando a remarcação de chassi é permitida?
Segundo a legislação brasileira a remarcação do chassi só pode acontecer em situações especificas. Contudo, o procedimento deve seguir critérios rigorosos e ser autorizado por órgãos competentes
Após a solicitação, o veículo passa por:
- Vistoria técnica
- Análise documental
- Perícia estrutural
- Autorização para regravação
Depois de finalizada a remarcação passa a constar no documento do veículo. Assim, qualquer futuro comprador poderá identificar que houve alterações no número original.
Em casos legítimos, o carro continua apto à circulação. Mesmo assim, esse registro influencia diretamente o valor de mercado e a percepção de risco na revenda.
Quais são os riscos de comprar um carro com chassi remarcado?
Nem todo veículo com chassi remarcado apresenta problemas. Ainda assim, essa condição pode esconder um histórico mais complexo do que aparenta à primeira vista.
Entre os principais riscos estão:
Desvalorização no mercado
Automóveis com chassi remarcado costumam ter menos valor de revenda. Compradores tendem a evitar esse tipo de veículo por receio de fraudes ou danos estruturais.
Em média, a desvalorização pode variar entre 10 e 30%, dependendo do motivo da remarcação e do estado geral do carro.
Dificuldade na contratação de seguro
Muitas seguradoras analisam o histórico estrutural antes de aprovar a apólice. Um chassi remarcado pode ser interpretado como fator de risco.
Nesse cenário, o proprietário pode enfrentar:
- Recusa de cobertura
- Prêmios mais altos
- Coberturas parciais
Possíveis problemas estruturais
Se a remarcação ocorreu após um acidente de grande impacto, existe a chance de o veículo ter sofrido danos na estrutura.
Isso pode afetar:
- Estabilidade
- Absorção de impacto
- Segurança em colisões futuras
Consequentemente, o carro pode apresentar desgaste irregular de pneus, desalinhamento constante ou ruídos na carroceria.
Restrição na venda
Ao tender vender o veículo, a presença de remarcação pode afastar interessados ou prolongar o tempo de negociação.
Mesmo quando o processo foi feito dentro da legalidade, o receio de compradores tende a impactar diretamente a liquidez do automóvel.
Como saber se um veículo tem chassi remarcado?
A forma mais segura de identificar essa condição é por meio da consulta ao histórico veicular. Informações como remarcação de chassi costuma constar em bases oficiais.
Além disso, uma vistoria cautelar pode apontar:
- Alterações no local da gravação
- Diferenças de profundidade na marcação
- Sinais de solda próximos ao código
- Inconsistência entre documentos e estrutura
Nesse contexto, que a Achecar te permite verificar rapidamente o histórico do veículo antes da compra.
Vale a pena comprar um carro com chassi remarcado?
A resposta depende do motivo da remarcação. Se o procedimento foi autorizado e o veículo passou por reparos adequados, a compra pode ser viável.
Por outro lado, a ausência de informações claras deve acender um alerta. Negociações sem laudo ou com inconsistências documentais aumentam o risco de prejuízo.
Consulte o histórico antes de comprar
Quer evitar surpresas desagradáveis na compra de um carro usado?
Com a Achecar, você pode consultar o histórico veicular completo e identificar informações importantes, como registro de sinistros, leilões e até indícios de chassi remarcado.
Acesse agora a plataforma e tome decisões com mais segurança na sua próxima negociação.
Conclusão
O chassi remarcado não precisa ser sinônimo de problema, desde que tudo seja transparente e legal. Porém, ignorar os riscos pode custar caro. Fique atento, pesquise e use ferramentas confiáveis.
