Transporte de pets no carro: veja as regras e como viajar com segurança
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Viajar de carro com cães e gatos exige mais do que abrir a porta e acomodar o animal no banco traseiro. Um transporte inadequado pode colocar em risco o pet, o motorista e os outros ocupantes, além de resultar em multas.
O cuidado começa antes de ligar o motor, escolhendo um dispositivo de contenção adequado, organizando o espaço e planejando paradas para tornar o trajeto mais seguro e confortável.
Neste artigo, você vai entender quais são as regras para transportar pets no carro, o que pode gerar multas e quais cuidados fazem diferença em viagens curtas ou longas.
O que diz a lei sobre o transporte de pets no carro?
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não possui um artigo exclusivo para pets, mas duas regras se aplicam diretamente a eles.
- Artigo 252, inciso II: dirigir com animais à esquerda do motorista ou entre seus braços e pernas. Infração média, com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH.
- Artigo 235: transportar animais nas partes externas do veículo, salvo situações autorizadas. Infração grave, com multa de R$ 195,23, cinco pontos na CNH e retenção do veículo para transbordo.
Portanto, levar o pet no colo enquanto dirigir ou permitir que ele viaje com o corpo para fora da janela são práticas que devem ser evitadas.
Como transportar pets com de segurança
Existem diferentes acessórios no mercado que foram pensados especificamente para o conforto e a proteção dos pets durante o percurso.
Caixa de transporte
Caixas ou kennels são recomendados principalmente para gatos e cães de pequeno porte. Fixadas ao cinto de segurança ou posicionadas no chão do veículo, elas reduzem o estresse do animal e evitam que ele circule pelo carro.
Cintos e cadeirinhas específicas
Já cães de médio e grande porte costumam se adaptar melhor a cintos de segurança próprios para pets, presos ao banco traseiro. Esse modelo permite que o animal sente ou deite, sem perder a contenção em caso de frenagem.
Cães x gatos: diferenças no transporte
Gatos costumam se sentir mais seguros em caixas fechadas, já que o confinamento reduz a ansiedade típica da espécie em ambientes novos. Cães, por outro lado, tendem a se adaptar melhor a cintos ou cadeirinhas, principalmente quando já são acostumados a esses passeios desde filhotes.
Independentemente da espécie, o ideal é apresentar o equipamento ao animal antes da viagem. Dessa forma, ele associa a caixa ou o cinto a algo familiar, em vez de um motivo de estresse
Risco de viajar com o pet solto no carro
Transportar o animal sem nenhuma proteção aumenta significativamente os riscos durante o trajeto. Entre os principais perigos estão:
- Distração do motorista, que pode tirar os olhos da via para conter o pet
- Ferimentos graves ao animal em caso de freada brusca ou colisão
- Risco de fuga em janelas abertas, especialmente em cruzamentos
- Possibilidade de o pet interferir nos pedais ou no volante
Cães com a cabeça para fora da janela também precisam de atenção. Mesmo que pareça inofensivo, o hábito expõe o animal a objetos na pista, poeira e mudanças bruscas de pressão, além de ser uma infração de trânsito.
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Dicas para viagens longas com pets
Viagens mais extensas necessitam de cuidados adicionais além da contenção correta. Confira algumas recomendações práticas:
- Faça paradas a cada duas ou três horas para o pet se hidratar e esticar as patas
- Evite alimentar o animal pouco antes da viagem, prevenindo enjoos
- Leve água, coleira extra e a carteira de vacinação atualizada
- Nunca deixe o pet sozinho dentro do carro, especialmente em dias quentes
Essas medidas simples reduzem o estresse do animal e tornam o passeio mais tranquilo para toda a família.
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Conclusão
Transportar pets no carro com segurança evita multas e, principalmente, protege a vida do animal e de todos os ocupantes do veículo. Com os equipamentos certos e um pouco de planejamento, qualquer passeio se torna mais tranquilo.


